segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ponta Grossa tem um Guia de Escalada!!!


Sempre achei interessante "Guias de Escalada", pois além de apresentar os locais de escalada de uma região, orientam e informam, proporcionando mais tranquilidade, segurança e agilidade para escalar.

Quando você viaja para escalar, é importante ter informações como acesso, infra-estrutura, e croquis (quem já não entrou em roubadas por falta de informações??). Mesmo procurando na internet, nem sempre se encontra muitas coisa, e quando encontra, muitas vezes estão incompletas e até erradas. Assim, um guia geralmente é uma produção pensada, pesquisada, e feita por quem conhece a região, dando confiabilidade ás informações.

E por gostar disso, é que eu e meu companheiro Binho, resolvemos fazer um Guia de Escalada de Ponta Grossa. Foram quase dois anos de trabalho (nunca imaginei que um livrinho deste tamanho desse tanto trabalho...rsrsrs); levantamento de vias, todas as informações sobre elas, fotos, muitas fotos, escrever, corrigir, mandar para diagramação (Eloise, mais uma vez, obrigada!), rever, refazer...bláblábláblá...

O importante é que está aí...

O Guia apresenta os 3 principais locais de escalada de Ponta Grossa: Cachoeira do Rio São Jorge, dividido em 8 setores de escalada; Buraco do Padre, dividido em 2 setores, sendo um deles o Setor Macarrão, muito freqüentado ultimamente; e Dolina Grande, onde tem a maior via de PG.

Conta com informações como: A cidade de Ponta Grossa; cuidados com o ambiente local, código de ética; sistema de graduação de vias; mapa de acesso aos locais de escalada; croquis feito sobre fotos; equipamentos necessários para cada setor; acesso e infra-estrutura de cada local de escalada; informações adicionais quando necessárias; relação de vias por grau de dificuldade; etc.

O Guia é em formato de bolso (10x15) para facilitar o transporte nas mochilas; é todo colorido, trazendo muitas fotos de vias e dos locais de escalada.

Recebeu apoio da Editora Marumby de Curitiba, tendo assim, registro no ISBN. Contou ainda com os patrocínios da Solo Esportes Radicais, Resseg, Conquista, Alto Estilo, Campo Base, Vertical Altas Soluções, Curtlo, Flora Quatro Ventos, 5.13, Alpen Pass e Adega Porto Brazos.

Para adquirir um exemplar, basta linkar no blog abaixo:



Esperamos que façam bom proveito do Guia, e que realizem muitas cadenas!!!

Via Cata Pinhão - Setor Macarrão Foto Celso Margraf











terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Lançamento do Guia de Escalada de Ponta Grossa



Nesta sexta dia 17 lançaremos o Guia de Escalada em Rocha de Ponta Grossa.

Até que enfim...!

Foram um ano e meio de trabalho e dedicação, e agora o sonho está realizado.

Em breve, todas as informações....




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Entrevista com André Ilha



No Blog de Escalada, há uma entrevista com André Ilha, um grande nome da escalada em nosso país. Ele tem muito a dizer, e acho que temos muito a aprender com ele...
Acesse:

http://blogdescalada.blogspot.com/2010/12/exclusivo-entrevista-andre-ilha.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Estão falando de Ponta Grossa...



É muito bacana ver os locais de escalada da região onde moramos, ou seja, "nossa casa", comentada em blogs e sites...

Estamos tão acostumados com nossas vias, nossas escaladinhas de todo final de semana, que ler a impressão de outros escaladores nos faz valorizar ainda mais a escalada em Ponta Grossa.

Também nos alerta a que precisamos prestar mais atenção, mudar, melhorar...

Além disto, postagens assim, ajudam na divulgação do esporte em nosso município, o que é muito bom para o desenvolvimento da escalada.

Posto aqui o endereço das matérias a que tive acesso, para todos poderem conhecer e saborear...


http://www.naokiarima.com/croquis_i_pr_buraco.html

http://www.janinecardoso.com/2009/05/escaladas-em-ponta-grossa.html

http://www.escaladapr.com.br/?tag=ponta-grossa

http://espnbrasil.terra.com.br/eliseufrecho/post/119956_ESCALADA+NOS+ARENITOS+DO+PR+II

http://blogdodubois.wordpress.com/2010/04/29/personagens-dos-arenitos/

http://edpadilha.blogspot.com/2010/05/filmagens-para-espn-em-pg.html

http://edpadilha.blogspot.com/2010_04_01_archive.html

http://elizatratz.blogspot.com/2009/02/e-tudo-comecou-mais-ou-menos-assim.html





Esqueci algum? dá o beta!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Conquista Open Boulder

Neste último sábado, dia 20, ocorreu na academia Campo Base em Curitiba o Open Boulder Conquista, em comemoração dos 20 anos da fundação da Conquista.

O campeonato foi no formato festival/final. Na fase festival foram 32 boulders montados pelos route-setters Carlera e Poder que foram graduados em 4 cores. Boulders azuis mais tranquilos, para dar confiança; Boulders Vermelhos mais fortinhos; Boulders pretos para escalar com sangue no zóio; E boulders verde… que ninguém mandou!!!

Ponta Grossa esteve presente representada por Binho, Willian, Malu e Débora. Binho e Willian participaram e foram muito bem, marcando alta pontuação, mas não deu para entrar na final, pois a disputa estava cirrada, já que tinham como rivais Felipe Camargo, Jean Ouriques, André Berezoski e assim vai....

Cerca de 80 competidores masculinos e femininos participaram do evento, galera que escala muito forte.

A final foi disputada por 6 escaladoras e 8 escaladores, ficando os primeiros lugares para Thais Makino, que escala muito forte e muito calma, mandando os 3 boulders da final a vista; e Jean Ouriques, que já tem na sacolinha o 3º no Open North Face e 3º no RokazBloc.

Parabéns ao Ed pelo evento, e pelos 20 anos da Conquista e conquistas!

Confiram as fotos:


Ginário lotado



Binho nos boulder vermelho



minha amiga Marilena Lima, 2º na final.



Final masculina


Final feminina


Jean Ouriques comemorando o boulder 2 da final



este garoto promete...

(adorei esta foto Japa)






Fonte





terça-feira, 16 de novembro de 2010

A cadena da vida

Hoje venho informar que o filhote da Curucaca já bateu asas e voou...
e as vias estão liberadas!!!



Queremos agradecer a todos os escaladores pelo respeito, compreensão, e apoio.
Foram 2 meses de interdição das vias, que valeu muito a pena.
O filhote nasceu e cresceu forte, saudável e em PAZ!



Valeu Galera!


Estas são as últimas fotos do bichano:



" e vou viver feliz para sempre "

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alguém se importa...



Quero postar aqui o artigo que está no Blog do Du Bois, sobre a Cachoeira do Rio São Jorge, e que achei muito bom.

Du Bois é o apelido de montanhista
de Edson Struminski, engenheiro florestal, mestre em Conservação da Natureza, doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela UFPR, e experiente montanhista e escalador desde 1979. É morador do Morro do Anhangava, em Curitiba, mas atualmente reside em Ponta Grossa, como professor do mestrado em Geografia na UEPG.


Livre acesso ao Salto São Jorge, até quando?

Por: Edson Struminski (Du Bois)

1988, a paisagem era a de campos a perder de vista, fundos de vales com florestas na beira de rios, capões de pinheiros. Entremeados com estes campos, florestas e rios, os afloramentos de arenitos da região dos Campos Gerais em Ponta Grossa, aquele vasto e espaçoso ambiente que abria-se nos planaltos interiores do Estado do Paraná.

Conheci esta região juntamente com amigos escaladores. Alguns deles estavam empenhados em “interiorizar” a escalada no Paraná, que estava, então, muito restrita à Serra do Mar, que é uma cadeia de montanhas tipicamente litorânea. Outros preocupados em criar ambientes para competições de escalada, mas longe das montanhas, o que seria um tabu. De modo geral o pessoal estava, naquele momento, buscando novas paisagens, tentando inventar coisas novas, testando as possibilidades de escalar no arenito, experimentando a emoção de caminhar na beira e no interior de alguns cânions que existem nesta região paranaense.

Como eu fazia, de algum modo, parte deste movimento, lembro-me, então, de ter explorado, junto com outros escaladores, a estrada da Faxina, antigo caminho que ligava o primeiro ao segundo planalto paranaense, através da escarpa de São Luis do Purunã e de termos feito uma investida a um local que eu imagino que hoje seja o setor 3 de escalada desta escarpa. Também caminhamos até a igreja do Tamanduá, antiga capela de tropeiros.

Em Ponta Grossa conheci, é claro, os monumentos geológicos mais óbvios do parque de Vila Velha (onde já era proibido escalar, o que foi muito bom para a preservação daqueles monumentos) e também os fundões deste parque, onde também tem muita rocha. Também escalei em uma formação geológica à esquerda de Vila Velha, no sentido de quem vem de Curitiba, chamada de Arco (mesmo nome de um local onde aconteceu um campeonato de escalada na Europa naquele ano). No Arco paranaense é onde inclusive foi feito um primeiro e acho único, campeonato de escalada em arenito (o que também me parece que foi muito bom para a preservação daquela formação geológica).

Próximo de Ponta acabei conhecendo mais duas belíssimas formações que são o Buraco do Padre, uma cachoeira que cai dentro de uma dolina e o Salto São Jorge, outra cachoeira surpreendentemente bonita que dá início a um pequeno canion.

Como estou tendo uma estadia prolongada em Ponta Grossa, estou aproveitando para rever estes lugares que tanto me surpreenderam na minha juventude.

Assim, as mudanças que aconteceram na paisagem, o surgimento da escalada na região e um conflito que está acontecendo agora, exatamente neste momento, serão os temas que irei explorar neste artigo.

Paisagens de sonho

No fim dos anos 1980, a região dos Campos Gerais possuía, nestes pontos que comentei antes, ainda muito desta paisagem idílica de campos, capões e arenitos na forma de platôs altos ou cânions. Pelo menos assim me parecia. Para acessar lugares como Arco ou o salto São Jorge, simplesmente andamos pelos campos, ou florestas, pulando pelas pedras, seguindo rios, sem preocupações em abrir trilhas ou em deixar qualquer marca que sugerisse nossa passagem por ali. Despreocupadamente fizemos uma tirolesa sobre a cachoeira do rio São Jorge. Passeamos no Buraco do Padre. Nada de grampos em Arco e somente boulderes nos confins de Vila Velha. Naquele momento, em que pouco sabíamos sobre escalar em arenito, em que não tínhamos sequer a tecnologia adequada para por proteções fixas, tampouco tínhamos material móvel, ou até mesmo o preparo adequado para este tipo de escalada tão exigente, o melhor que tínhamos a fazer era mesmo apreciar a paisagem, andar um bocado, subir com cuidado as coisas para não quebrar. Foi o que fizemos.

Mas em 1988, um pouco antes ou um pouco depois, começou a acontecer algo imperceptível na paisagem rural em volta destes monumentos e que hoje são sua marca principal, que foi o início das grandes fazendas de soja e, com maior potencial de modificação da paisagem, a implantação dos grandes reflorestamentos de eucaliptos e principalmente pinus, uma árvore norte americana usada maciçamente para produção de papel, casas baratas, revestimento de móveis, etc.

Os reflorestamentos de pinus estão hoje por toda parte, o que é compreensível, pois o consumo de madeira, papel, papelão, etc, é indicador direto do crescimento da economia e, bem, a economia do Brasil vem crescendo a olhos vistos, daí o porquê de cada vez mais pessoas estarem plantando estas árvores e outras espécies em reflorestamentos. Por um lado isto é bom porque poupa as espécies nativas, mas é ruim por questões ambientais. Estes reflorestamentos podem ocupar espaços de ambientes naturais, formarem barreiras para a fauna, espécies como pinus facilmente se tornam invasoras na vizinhança de áreas onde foram plantadas.

Hoje estes reflorestamentos são parte integrante da paisagem dos Campos Gerais, vieram para ficar, penso, pois representam um braço da economia do qual ninguém quer abrir mão. O jeito foi, então, tentar preservar as sobras, o que ficou desta paisagem natural, os grandes monumentos geológicos, como Vila Velha, Buraco do Padre, Salto São Jorge ou naturais como o Capão da Onça.

Salvem o Jorge

A cidade de Ponta Grossa deve estar apontando para os 300 mil habitantes, uma cidade de porte médio, portanto, bastante urbanizada, carente de áreas verdes em meio a um urbano que cresce apressadamente, no ritmo frenético do agronegócio.

É natural que a população, parte dela pelo menos, procure os lugares naturais que ainda apresentam certa qualidade. Em meio ao mar de soja e pinus, o que sobra mesmo são estes monumentos de que falei e que conheci quando a cidade devia ter a metade da população atual: Vila Velha, Buraco, São Jorge, capões e rios que ainda não foram totalmente desmatados ou tomados pelas plantações de soja ou por árvores para papel.

São lugares muito procurados, tanto que para chegar hoje a eles, percebi, é bastante fácil, basta seguir as placas? Não, as latas jogadas pelo caminho e o barulho… Assim como até os anos 1990 a Serra do Mar, em geral, era uma espécie de local para os urbanóides curitibanos extravasarem suas neuroses urbanas, os locais naturais em volta de Ponta Grossa estão cumprindo hoje este papel. Lixo, muito lixo, acampamentos toscos, som alto, barulho de motos, correria com motos, gritaria com motos. Com isto fica fácil seguir a pista até os atrativos turísticos.

Desta forma, a paisagem que encontro hoje em lugares como Buraco do Padre ou Salto São Jorge é realmente estranha para mim, é como voltar no tempo na Serra do Mar antes que montanhistas, ONGs, Estado, tivessem começado a fazer os trabalhos de recuperação, educação ambiental e orientação aos visitantes que todos conhecem. Assim aqueles lugares com paisagem excepcional dos campos gerais se mescla hoje com muitos automóveis e motos, muita gente, muito som alto, muito lixo, muita bebida e pouca natureza, a qual aparenta ser mero cenário de fundo para que as pessoas, o que é muito louvável, saiam da cidade.

Esta aparência de cenário é realçada pela sensação transmitida por estes visitantes de que poderiam estar fazendo suas atividades na cidade mesmo, mas que optaram por estar aqui, nas áreas naturais, porque as regras de conduta, se é que existem, são mais flexíveis.

Já os ambientes freqüentados por escaladores, espeleólogos e alguns poucos caminhantes parecem fugir deste lugar comum. Os setores de escalada que conheci até o momento, aqui em Ponta Grossa, são limpos, seguros, bem cuidados, silenciosos. Existem trabalhos simples de contenção de erosão em trilhas. Os espeleólogos são cheios de dedos na divulgação das cavernas. Mas este grupo é minoria.

A percepção de que a coisa tinha chegado a um nível intolerável não era só minha, pois os escaladores com quem conversei por aqui pareciam que já sabiam que algo estava para acontecer e aconteceu. A exploração turística alienada fez com que a poucos dias atrás o ICMBio autuasse o proprietário da fazenda onde fica o Salto São Jorge por uma série de problemas: construções mal feitas na beira do rio (incluindo banheiros), embalagens de agrotóxicos armazenadas em local inadequado, reflorestamentos plantados em locais inadequados. Claro, tudo isto temperado pela farofagem explícita dos fins de semana, em que o lucro do proprietário está garantido, a diversão também, mas a degradação ambiental, evidente nas trilhas destruídas ou no lixo, corre solta.

Com isto pude perceber, que ao longo dos anos, as partes das paisagens magníficas que sobraram acumularam problemas. A administração de Vila Velha, um parque estadual, saltitou de mão em mão entre orgãos estaduais e a prefeitura de Ponta Grossa e ainda continua enfrentando a invasão de pinus. Em 1997 a prefe de Ponta Grossa decretou como parques lugares como Buraco do Padre, Salto São Jorge e o Capão da Onça, apenas para ver estas áreas serem englobadas em um decreto federal de 2006 (parque nacional), ainda não implantado pelo ICMBio, em uma repetição de uma história conhecida, em que decretos se sobrepõem e muitas vezes desvalorizam o ato legal da proteção da natureza. Houve pouca, ou nenhuma orientação aos proprietários destas áreas naturais sobre os procedimentos adequados para explorar os potenciais turísticos destes lugares, assim, eles simplesmente foram fazendo o que acharam melhor.

Até o momento não houve proibição de visitação no salto São Jorge, mas eu não duvido que este não seja um passo que não esteja sendo considerado pelo ICMBio. Eu já cheguei a alertar alguns dos escaladores daqui, que são organizados em um clube, para a necessidade de mostrar seu diferencial aos orgãos ambientais, para que eles possam manter o livre acesso a uma das melhores áreas de escalada e talvez a mais bonita, em arenito e conglomerado que existe no Paraná. Para isto até já me dispus a ajudar.

Penso que é um momento de um “salve Jorge” e, quem sabe, chamar a cavalaria.


..."somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos..."

Junte-se á cavalaria!


escalando ao lado de cachoeiras

"Salvem Jorge"




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ICMBio embarga áreas da Cachoeira do Rio São Jorge

As coisas acontecem...


Por
Paula Schamne

MEIO AMBIENTE A medida visa preservar a área e as nascentes localizadas na região

Agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acompanhados da Polícia Federal, estiveram, na última terça-feira, na Cachoeira do Rio São Jorge para autuar o proprietário. A operação aconteceu após denúncias de irregularidades na área que acarretam em danos ambientais. Foram identificadas três irregularidades, plantio e construções em área de preservação permanente (APP) e plantio de eucalipto em capão de araucária. As construções próximas ao rio estão embargadas e devem ser retiradas em 90 dias. Também houve e notificação pelo abandono de embalagens vazias de agrotóxicos no local.

Márcio Ferla, chefe do Parque Nacional dos Campos Gerais e coordenador da operação, explica que as autuações não se deram em virtude da área estar dentro da Unidade de Conservação, já que a área integra o Parque Nacional dos Campos Gerais, porque o processo de desapropriação ainda está iniciando. As notificações deram-se devido ao descumprimento de obrigações impostas a todos os proprietários rurais. “Há locais em que a plantação está a 8 metros do rio. A lei prevê, de acordo com o tamanho do rio, que áreas de plantio estejam afastadas pelo menos 30 metros das margens e 50 metros de nascentes”, comenta.

As multas, que somam R$ 34 mil reais, dizem respeito a plantio em área de área de proteção permanente (APP), impedimento da regeneração natural da mata nativa e danos à mata nativa. “A medida não visa prejudicar ninguém. Nossa preocupação é preservar as características da área, que trazem muito da história da formação da região. Do jeito que as coisas estavam caminhando, o risco era de perder todo este importante patrimônio”, diz. O proprietário pode buscar o Instituto e propor o um projeto de revitalização. Se aprovado pelo órgão, as multas ser convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.

O planejamento ambiental da área de visitação inclui plano de manejo para uso recreativo da área, realocação da lanchonete para local adequado, definição e construção de trilhas em locais adequados, projeto para recuperação das erosões existentes nas áreas de visitação, plano para recuperação de áreas degradadas, recuperação de vegetação nativa e áreas de segurança. O projeto pode ser desenvolvido me parceria com o ICBMBio e outras instituições como universidades e organizações não-governamentais.

Ferla explica que as áreas embargadas não poderão ser utilizadas, mas a visitação pode continuar. “Para dar continuidade às atividades de camping, utilização dos banheiros e vestiário e funcionamento da lanchonete, as construções precisarão ser removidas para áreas mais distantes do rio, respeitando a legislação ambiental”, explica. Caso a medida seja descumprida, há aumento das multas e um processo judicial pode ser aberto para exigir o cumprimento das determinações.

A área foi instituída parque municipal de Ponta Grossa pela Lei Municipal nº 4.832 de 02/10/97. Foi incluída no Parque Nacional dos Campos Gerais, em 2006, quando foi decretada sua criação.

Ferla diz que outras áreas da cidade também devem ser vistoriadas nos próximos meses. “Deveremos intensificar no ano que vem, quando o ICMBio deve estar mais estruturado”, fala.



Veja a reportagem: http://www.rpctv.com.br/parana-tv/2010/10/cachoeira-do-rio-sao-jorge-esta-fechada-ao-publico/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O filhote da Curucaca

Neste último final de semana (17/10), sondamos as condições do ninho da Curucaca, tema da postagem "Interditar vias para proteger vidas", e olha só o que encontramos:





Fotos: Willian Lacerda

Um filhote nasceu, está bem grandinho, e é bravo. Acreditamos que logo saia do ninho.


...bonitinho né?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ATITUDE CORRETA


N
a última edição do Jornal da Montanha, Andrea Soares publicou uma matéria que achei muito bacana. Então, tomei a libedade de postá-la aqui no blog para que mais pessoas tomem conhecimento sobre o assunto e reflitam quanto às suas atitudes.

NÃO FAÇA MERDA!

Não deixe vestígios

Apesar de ser uma preocupação que deveria ser diária, porque afinal, em geral, com raras exceções, usamos água potável para dispensar nossa merda, quando acampamos em locais sem banheiro dentre as preocupações do dia a dia, surge a incógnita sobre "onde defecar". Tudo depende do clima, do solo e do número de visitantes que frequentam o local onde estamos. O ideal seria guardar nossa merda para depois levá-la a uma composteira em condições adequadas. Mas o ideal nem sempre é possível. Portanto, observe o local: se for possível cagar em locais distantes (50m aproximado do acampamento) cave um buraco fundo que tape sua merda o suficiente para que no caso de que alguém pise em cima, nem note o que havia embaixo. Será sinal de sobrecarga do ambiente se sua merda e a de seus amigos começarem a se encontrar. Neste caso acredito que é hora de construir uma latrina comunitária. Deixe somente seu cocô! Leve seu papel embora, principalmente em locais frios e secos, onde a decomposição ocorre lentamente e somente durante um período do ano. Note quantas vezes vemos papel sujo deixado com uma pedra em cima, normalmente a merda já quase não existe. Surpresa! Nossa merda desaparece antes que o papel.


Dicas:

1 - Se você vai acampar leve uma pá pequena destas de jardinagem, ela facilita o trabalho. Se não tiver, um pau ou pedra pode ajudar;


2 - Procure um lugar distante de cursos d'água, picadas e locais de acampamento;


3 - Faça um buraco suficiente para armazenar os dejetos. Cubra após terminar;


4 - De preferência se limpe com água porque o papel higiênico leva mais tempo para se decompor. Se não puder, carregue uma sacola para levar o papel embora;


5 - Não cague em cavernas ou embaixo de pedras que a chuva não alcance, porque apesar de você se sentir "escondidinho", é o pior lugar para defecar, pois pode ser a base de uma via de escalada, e em lugar seco a merda não se decompõe;


6 - Para o seu bem e dos outros não deixe vestígios.


Andrea Soares vive em Florianópolis, é oceanógrafa, mestre em Ecologia e escaladora.

Fonte: Jornal da Montanha-Edição nº 02-agosto/set.2010 - Curitiba-PR





quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Interditar Vias para proteger Vidas

Foto Lilian Massuqueto

As paredes rochosas onde escalamos, onde nos divertimos, nos conhecemos, enfim, que nos dão tanto prazer, abrigam uma diversificada fauna e flora, que muitas vezes não sabemos ou não prestamos atenção.

São bromélias, rainha do abismo, cactos, insetos, aves, répteis, etc...que enfeitam e diversificam nossas linda paredes.


Rainha do abismo


Bromélia e cactos despencando no meio da via


Lagarto na varanda de sua casa


A maioria destas espécies de flora e fauna habita estas paredes muito antes da abertura das vias de escalada. Algumas espécies de orquídeas e bromélias, levam décadas para atingir determinado tamanho. Aves constroem seus ninhos nas fendas e buracos, assim como abelhas, marimbondos, lagartos, e outros animais.


Ninho de beija flor no meio da via Olho Grande (2009) - S.Macarrão


Diante disso, é bom refletir sobre nossas responsabilidades, e reconhecer que nós escaladores também somos invasores. Invadimos ao escolher a rota da via, furar, martelar, colar, chapeletar, limpar, derrubar plantas, tirar enxames, afastar e incomodar aves, falar, gritar, magnesiar, quebrar....escalar!

Estou até me sentindo mal...

Mas escalar é tão bom né?


Opilião - Setor Macarrão Foto C. Margraf


Assim, para minimizar os impactos que causamos, "devemos" conservar o ambiente onde escalamos. Tentar impactar o mínimo possível, como:


* evitar fazer muito barulho

* levar sei lixo embora, inclusives bitucas de cigarro

* enterrar o lixo orgânico, inclusive o cocô e ph (por favor gente!!!)

* deixar tudo no lugar, inclusive o que existe no meio da parede


Fazer tua presença a menos notada possível!



E porque estou escrevendo tudo isso?

Porque somos responsáveis pela vida inocente nos locais onde escalamos!


Esta pomba faz ninho todo ano na parede do Favo - B.Padre


O SETOR MACARRÃO, localizado nas proximidades do Buraco do Padre, já relatado em outra postagem, muito freqüentado ultimamente, abriga rica fauna e flora. Já foram vistos em suas proximidades veados, antas, suçuarana, serpentes e vários tipos de aves, entre estas a CURUCACA.



Setor 2 - Macarrão

Curucaca nos galhos de uma Araucária


A Curucaca, também conhecida como Curicaca (Theristicus caudatus), é uma ave grande, com aproximadamente 43cm de altura e 1,5 kg, de coloração clara e asas largas. Quando voa exibe grande mancha branca sobre o lado superior da asa, ao contrário do lado inferior, inteiramente negro. É reconhecida por seus gritos fortes e curtos. Freqüentam os campos secos e queimados para se alimentar, por isso, os fazendeiros a protegem, pois assim ajuda a controlar as populações de insetos nocivos. Come gafanhotos, aranhas, centopéias, lagartixas, cobras e ratinhos do campo.



As Curucacas tem costumes monogâmicos, preferem fazer seus NINHOS no topo das araucárias ou lajes de rocha e põe cerca de 4 ovos, com incubação de até 25 dias, mas normalmente cria um filhote ao ano, que sai do ninho quando tem praticamente o tamanho dos pais, isso em torno de 2 meses.


Eis que uma destas aves ocupou um antigo ninho no meio de uma via no Setor 2 do Setor Macarrão, e está com 2 ovos. Escuta-se a Curucaca várias vezes ao dia, tentando se aproximar de seu ninho, principalmente no final da tarde.


Ninho na via Fenda do Teresa


Assim, para proteger o ninho, e futuros filhotes desta importante ave, que também é conhecida como “ave das Araucárias”, pedimos a colaboração de todos os escaladores para NÃO ESCALAR AS VIAS “FENDA DO TERESA” E “BURLANDO A LEI”, ATÉ QUE O FILHOTE SAIA DO NINHO, e se possível evitar escalar as vias próximas também. Além disso, procurar não fazer muito barulho, sair do local antes do pôr do sol, e não acampar. O Setor 1 ou da frente também tem ótimas vias e uma boa base para acampar, se necessário.


Essa decisão foi tomada em reunião do Grupo, logo, todos tem o dever de respeitá-la e o direito de pedir que seja cumprida. Nós e a Curucaca Mãe agrade!


Filhote de Curucaca


Escalador (a), invadimos o espaço dela sem pedir permissão. Não custa nada interditar estas vias por algum tempo. É o mínimo que podemos fazer!




CONTAMOS COM SUA COLABORAÇÃO!


Referências

SICK, H. Ornitologia brasileira. Vol. 1. Brasília: UNB, 1985.

LORENZETTO, A.; et al. Padrão de atividade diária em 2 ninhos de Curucaca no Parque Estadual de Vila Velha-PR. Resumo. XII Congresso Brasileiro de Ornitologia. Blumenau, 2004.

http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/curicaca.html

http://inema.com.br/mat/idmat066856.htm


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A união faz a força


See in English

Neste último sábado (14/08), integrantes do GECP realizaram um Mutirão para corte de pinus e manutenção das trilhas no Salto São Jorge.


A área do Salto São Jorge é propriedade particular, e aberta para visitação desde 1991. O fluxo de turistas pelas trilhas é intenso, atingindo nos finais de semana de verão mais de 1.000 pessoas por dia. Como as trilhas não possuem uma infra-estrutura adequada, começaram a apresentar vários trechos com erosão. A situação se agravou após o início de plantio, em 2001, e piorou muito quando motoqueiros começaram a circular pelas trilhas. E então, o GECP que sempre fez manutenção nestas trilhas desanimou, pois o tráfego de motos destruía qualquer trabalho.




Atualmente os proprietários proibiram motos nas trilhas (somente nas trilhas), e assim, a animação voltou e o trabalho tende a continuar.


O Pinus também é um grande problema nos Campos Gerais. Trata-se de uma espécie exótica que apresenta facilidade e rapidez de disseminação. A forma mais viável de eliminar é cortar ou anelar. No São Jorge, desde que uma área vizinha começou o cultivo de Pinus, a invasão nos campos e em meio á mata aumentou consideravelmente. O Pinus destrói as plantas ao seu redor, predominando na paisagem. É necessário conter seu avanço!



Foi um ótimo trabalho, mas somente o início...




Valeu Pessoal!


Somos responsáveis pelos locais que nos dão o prazer de escalar. Devemos preservar, conservar e lutar pela atividade sustentável nestes lugares.



É como disse Saint-Exupéry
“...somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos".